Segurança e normas

CREA e responsabilidade técnica em içamento: guia para contratantes

Guia para contratantes sobre responsabilidade técnica em serviços de içamento. CREA, ART, documentação exigida e como proteger sua empresa legalmente.

15 de outubro de 2026 2 min de leitura Equipe Peso Positivo
Imagem ilustrativa: CREA e responsabilidade técnica em içamento: guia para contratantes

A responsabilidade do contratante no içamento

Contratar um serviço de içamento industrial cria obrigações legais e técnicas para o contratante que muitos gestores de compras e engenheiros de obras desconhecem. A legislação trabalhista e as normas regulamentadoras estabelecem responsabilidade solidária do contratante por acidentes ocorridos em suas instalações ou em serviços prestados sob sua direção, mesmo quando executados por empresa terceirizada.

O papel do CREA na fiscalização do içamento

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) é responsável por fiscalizar o exercício profissional da engenharia no Brasil. Para içamentos industriais, o CREA pode autuar empresas que realizam serviços sem responsável técnico habilitado e sem ART registrada. Em obras sujeitas a fiscalização intensa — como obras públicas, plantas da Petrobras, usinas e refinarias — a documentação técnica completa é requisito contratual.

Documentação que o contratante deve exigir

Antes de autorizar qualquer içamento em suas instalações, o contratante deve receber e arquivar:

  • Contrato de prestação de serviços com cláusula de responsabilidade da empresa
  • Cópia da apólice de seguro de responsabilidade civil da empresa
  • ART do engenheiro responsável pela operação
  • Plano de rigging da operação
  • Certificado de inspeção do guindaste (INMETRO ou inspeção própria documentada)
  • Certificados de treinamento dos operadores
  • ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) válido dos trabalhadores em campo

Responsabilidade em caso de acidente

Se ocorrer um acidente durante a execução do serviço, o contratante pode ser responsabilizado mesmo que a culpa seja da empresa prestadora, se ficar comprovado que não tomou as precauções mínimas de segurança. Isso inclui não exigir a documentação listada acima, não comunicar a presença do guindaste aos demais trabalhadores, não isolar a área de operação, ou não verificar as condições de acesso ao local.

A melhor proteção para o contratante é trabalhar com empresas sérias que entregam toda a documentação proativamente e executam as operações com rigoroso padrão de segurança.